Mas o e-commerce por si só não é capaz de ir muito longe sem uma mudança no processo em que está inserido. Para competir no mundo conectado, uma empresa precisa transformar seus fundamentos. Essa é a chave. E muito importante é diferenciar de maneira clara dois processos que ainda são frequentemente confundidos: e-commerce e e-business.
Segundo Ravi Kalakota, CEO da hsupply.com e certamente um dos grandes especialistas do setor, “o e-business é uma fusão complexa de processos comerciais, aplicações empresariais e estrutura organizacional necessária para criar um modelo de negócios de alto desempenho”. Precisa definição. O e-commerce, de outro lado, é uma ferramenta estratégica e tecnológica que permite a comercialização de produtos on-line. Em outras palavras, assim como a publicidade é uma ferramenta do marketing, o e-commerce é uma ferramenta do e-business.
E como não dá para fazer publicidade sem um bem implementado programa de marketing, não queira vender nada pela Internet sem antes estruturar um eficiente modelo de e-business, orientado pelo conhecimento, foco, inovação, agilidade, simplicidade, criatividade no serviço e uma integração bem sintonizada entre necessidades do cliente, tecnologia e processos.
E sua empresa, está preparada para inaugurar seu canal de e-business?
Essa é uma pergunta essencial, uma vez que experiências práticas provam que não é possível encarar um modelo de e-business como algo paralelo. Ele deve ser integrado. E se seu negócio não estiver apto a incorporar as mudanças rápidas e drásticas que uma eficaz arquitetura de e-business exige, a chance de seu investimento não corresponder às expectativas é grande. A dificuldade está em identificar quais e como as mudanças serão feitas. E-business é um processo de dentro para fora, que exige da corporação uma espécie de “autonomia integrada”, capaz de desmontar surradas estruturas e causar impactos profundos na cultura da empresa.
É possível fazer e-business sem e-commerce, mas definitivamente não é possível fazer e-commerce sem e-business. A jornada para a exploração de seu produto on-line começa com a identificação de sua vocação digital e a de seu segmento que em um primeiro momento pode se beneficiar de inúmeras vantagens além do universo do e-commerce. “Para cada transação efetivamente realizada de forma eletrônica, a Internet é diretamente responsável por pelo menos quatro outros negócios fechados em outros canais, inclusive presenciais, como lojas e supermercados”, afirma o diretor executivo da Camara-e.net, Cid Torquato. "Nos Estados Unidos, a relação é de nove para um", ressalta. Isso é e-business! Vale dizer que sua vocação, uma vez detectada, deve ser continuamente monitorada, visto que é mutante, assim como o organismo vivo da Internet.
Tornar-se digital não é um luxo, mas uma necessidade. Indo mais longe, uma questão de sobrevivência que deve ser considerada agora, enquanto seu papel para muitos segmentos ainda é de ator coadjuvante.
Encare sua estratégia de e-business como um grande laboratório de testes. Prepare sua empresa e comece desde agora a entender os elementos que irão compor as características dos novos players competitivos. Esqueça e-commerce. Faça e-business!