No intuito de abraçar uma boa fatia do mercado de ringtones, um dos mais emergentes e lucrativos do momento, a Sam Goody, uma das maiores redes de lojas de música dos Estados Unidos, com 465 lojas (www.samgoody.com), irá inovar lançando em outubro de 2005 o G-tones, um inédito serviço que possibilitará aos seus clientes comprarem seus cds juntamente com os respectivos ringtones. Golaço dos americanos! “Além de vender o álbum e os ringtones ao mesmo momento, nós certamente aumentaremos nosso share no mercado de músicas com o envolvimento da marca no mobile business”, disse David Brinker, diretor de desenvolvimento corporativo da Sam Goody.
As expectativas não poderiam ser mais otimistas. Com previsão de cobrança entre US2 e US3 por um único ringtone, Brinker acredita que consumidores tendem a gastar mais quando compram serviços que permitem que se expressem. Indo mais além, essa é também uma grande estratégia para incentivar a volta do consumo de cds em um país seduzido pelo I-Tunes, sistema digital da Apple que permite a compra de músicas por apenas 99 cents e possui a facilidade do armazenamento em I-Pods e computadores.
Nesse universo móvel estão os ringtones, realtones (músicas reais que substituem o toque do celular), ringback tones (tocados enquanto o usuário espera a pessoa atender à ligação) e músicas baixadas no telefone, caso dos aparelhos que possuem toca-MP3.
A grande popularidade de músicas para equipamentos móveis impulsiona um mercado que deve faturar US$ 9,3 bilhões em 2009, segundo pesquisa divulgada pela Juniper Research. Desse número, os toques personalizados ficarão com US$ 4,8 bilhões do valor arrecadado em 2009.
Sobre o pioneiro programa da Sam Goody, como funciona: após comprar o CD pela Internet ou na loja, o cliente envia de seu celular uma mensagem de texto para GOODY com o código do ringtone associado ao CD. O pagamento do ringtone vem na próxima fatura da operadora. Simples e fácil. Com o G-Tones, a Sam Goody será o primeiro varejo a comercializar de maneira eficiente produtos físicos e mobile content. “Estamos criando um novo modelo call-to-action posicionando nossa marca como um entertainment lifestyle destination.”
Segundo estudo da Ipsos, 23% dos donos de celulares americanos baixaram ringtones em 2005, contra 5% do ano anterior. No Brasil, os números são menores, mas a perspectiva é animadora. Em 2004, a música “Vou levar” do Skank foi baixada 300 mil vezes somente entre os usuários da Vivo. Ano passado, de acordo com André Szajman (Trama), a venda de ringtones rendeu R$ 60 milhões. A expectativa é que esse valor tenha um crescimento de 20% este ano. O celular virou também uma boa alternativa para as gravadoras terem lucro em tempos de pirataria quase que institucionalizada.
O cenário, as perspectivas e os números são eufóricos. É chegada a hora de investir em iniciativas como a da Sam Goody. Em quase todos os setores, o consumidor sempre dará preferência por serviços que estejam integrados em outros momentos de sua vida. E como a vida das pessoas é cada vez mais multicanal, a tendência de novos formatos gerarem novos negócios é indiscutivelmente certa.