Você já pensou em ter um blog? Aposto que de tanto falarem nesse negócio, muitos amigos leitores já cogitaram a hipótese de se aventurar nessa moda. Olha que certas modas nem sempre passam rápido. Veja a gravata por exemplo, não vai embora de jeito nenhum. Por isso, sugiro que você fique bem atento a seguinte profecia: a moda dos blogs vai durar muito mais do que a gravata. Isso é bom? Acho que sim, principalmente se conseguirmos atrair para esse mundo os bons formadores de opinião, aqueles capazes de influenciar milhares de pessoas com suas visões agudas, inquietas e contestadoras.
Experimente fechar seus olhos por um instante e imagine o poder que teriam os blogs de Ghandi, Che Gevara, Tesla, Oswald de Andrade, Bob Marley, Monteiro Lobato, Betinho, Mano Brown, Renato Castelo Branco, Peter Drucker, Chico Buarque e principalmente o seu. Isso mesmo, o seu! Se você tem algo a dizer, tenha um blog. Essa é a campanha que defendo. Se Glauber Rocha estivesse vivo, quem sabe sua contemporaneidade não nos daria de presente a frase: “agora o que vale é uma idéia na cabeça e um blog no mouse”. Nunca sua opinião teve o poder de alcance que possui hoje.
Entretanto, é interessante notar que a mortalidade dos blogs embriões geralmente começa na concepção, ou seja, na dificuldade operacional que desestimula boa parte dos bons formadores de opinião (sem conhecimento técnico) com tendência de possuírem blogs fantásticos a não evoluírem com a idéia. Quando pergunto os motivos que levam aquela pessoa a não ter um blog, as justificativas mais comuns são: “puxa, eu?”, “eu não vou ter tempo, imagina eu ter de atualizar todos os dias”, “eu nem sei por onde começar”, “deve custar caro fazer um blog”, “eu não entendo nada de informática”. Sinto informar, mas essas razões, na prática, estão longe de serem verdadeiras. Construir um blog é mais fácil que fazer um bolo. Vamos a receita?
Antes da parte técnica, vem a conceitual: primeiro entenda de maneira clara o que o motiva ter um blog, isso é muito importante e não é tão difícil. Seu blog pode ser sobre cinema, política, tendências de marketing, flores, etc. Crie um foco para explorar e mostre como sua mensagem é relevante. Internautas não tem muito tempo a perder. Segundo: estabeleça uma mensagem principal. Sobre o que você irá escrever? Quais tópicos serão cobertos? O tom será informal, bem humorado, informativo ou direto? Essa abordagem costuma determinar o tipo de audiência mais do que o conteúdo em si. Terceiro: pense como divulgar seu blog, um bom começo é trocar links com outros blogs, divulgar para seu network via e-mail e se possível, investir em alguns links patrocinados no caso do seu blog ter como um de seus objetivos divulgá-lo(a) profissionalmente. Bom, agora que você já fez a lição de casa, vamos criar seu blog. Primeiro: você não precisa contratar nenhuma empresa ou mandar construir artesanalmente. Existem muitas ferramentas no mercado, sendo grande parte gratuitas. Eu recomendo uma que é paga (US$4,95 p/ mês pelo pacote básico). Chama-se TypePad. Ela oferece um trial de 30 dias sem custo. Sugiro pela enorme facilidade e qualidade final do produto. Qualquer pessoa que domine o Office, saiba navegar e não possua nenhum conhecimento técnico vai se dar bem com o TypePad.
Com layouts pré determinados e sistemas prontos, você configura de uma maneira extremamente fácil seu blog e o publica instantaneamente. A atualização pode ser feita de qualquer computador conectado a internet e funciona como se você estivesse salvando um documento do word. Sobre a falta de tempo e receio em atualizar as mensagens, posso dizer que o vício de manter o seu blog atualizado somado aos comentários e buzz gerados graças a você acabam sendo mais fortes. Quando o vírus pega de verdade, a tendência natural é tratar seu blog como um filho. E para os filhos, a gente sempre arruma um tempo.